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Dignidade e Cidadania... tudo que os brasileiros não têm.

Carta do Zé Agricultor para Luis da Cidade

Luis, quanto tempo!

Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.

Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite
De madrugada pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luis?

Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade.
To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.

Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode
fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.

Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?

Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né ...) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?

Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender
no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.

Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas
leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem
fiscal do trabalho para acudi-lo.

Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia,isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.

Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pran fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?

Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.

Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava
morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.

Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau Acho que desta vez vou ficar preso.

Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia.. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.

Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.

Até mais Luis.

Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta em papel reciclado pois não existe por aqui, mas aguarde até eu vender o sítio.

*(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.) *

"Na prática, a teoria é outra."

Tirada de um "e-mail" recebido cujo autor era desconhecido

Autor: 
Ricardo Bitencourt

Aquários, o Maior é Melhor!

Aquários, o maior é melhor?

Quando me fazem esta pergunta estou sempre prontamente apto a responder: Sim! O maior é melhor!
Quando o assunto é aquários marinhos isso fica mais evidente, no entanto sendo marinho ou dulcícola, o maior sempre oferece mais equilíbrio, mais espaço para fauna e flora e consequentemente um aquário estável. Um litro de água se altera na química, física e biologicamente mais rápido do que cem litros de água, basta imaginar quanto tempo levamos para ferver um litro de água e o quanto para ferver 100 litros.

Na prática, levando em consideração um aquário com todos os equipamentos que deve ter, a única vantagem de aquários pequenos é o preço. A maioria dos iniciantes no aquarismo inicia no hobby com aquários pequenos de até 50 litros, mas infelizmente devido a má informação, não sabem que seu pequeno aquário sofrerá mudanças bruscas químicas e físicas que afetaram e muito aos animais e vegetais do aquário no caso de alguma negligencia na manutenção ou não aquisição de um bom aquecedor ou refrigerador com termostato, por exemplo. O simples fato de não fazer a medição do pH por 4 ou 5 dias pode colocar em risco todos os peixes, isso porque o aquário pequeno tem suas limitações de alto sustentação, a massa de água ali presente esta sendo bombardeada por grandes quantidades de matéria orgânica particulada e dissolvida provenientes de rações e fezes dos animais, sem falar nos processos químicos do metabolismo da fauna e flora.

No aquarismo dulcícola é muito comum ver Carpas em aquários de 20 ou 30 litros, ou seja, este peixes é de grande porte portanto não faz sentido. O animal com certeza crescerá e trará muito mais aborrecimento e gastos do que alegria, ou você adquiri seu aquário para os peixes que pretende ter ou compre os peixes de acordo com o aquário que tem. A informação antes da compra é sempre sua aliada no caso do aquarismo.

Outro fato que é muito presente em aquários pequenos é a superpopulação de animais, a grande maioria dos aquários pequenos são sempre densamente povoados o que exige muito mais atenção do aquarista, e também na grande maioria dos casos o equipamento de filtragem é sempre dimensionado de acordo com o volume de água a ser tratado, o que na verdade é um erro, pois a filtragem deve ser dimensionada pela quantidade de biomassa animal, no entanto os fabricantes de equipamentos, para simplificar esses termos, fazem uma média de biomassa animal para um certo volume de água e assim produzem os filtros, é o mito que diz: Para aquário dulcícola uma média de 1 a 5 litros por peixe e para aquário marinho de 10 a 20 litros por peixe, analise isso e veja como é relativo, o mito nos leva a crer que a regra baseia-se na dimensão de rios e oceanos e não na biologia de comportamento de cada espécies de peixe, o peixe palhaço por exemplo vive por grande parte de sua vida em 5 a 10 metros quadrados na natureza, portanto não precisa de 3 oceanos para sobreviver, e sim um conjunto de fatores bióticos e abióticos que fornece essas condições para sua sobrevivência.

O maior é mais caro!

Isso é fato! Quanto maior o aquário mais e maiores equipamentos são necessários, como dito anteriormente são desde filtros físicos, químicos, biológicos e principalmente os condicionadores e suplementos que tornam os aquários maiores mais caros.

A manutenção

Em relação a manutenção podemos dizer que o “trabalho” é quase o mesmo para tratar um aquário de 100 litros e um de 1000 litros, obviamente que o tempo gasto pode ser maior com aquários maiores mas, a rotina de testes, limpeza e adição de suplementos e condicionadores é sempre igual. Novamente a desvantagem de um aquário de grande porte esta na quantidade de suplementos e corretivos a ser usada, o que torna a sua manutenção mais dispendiosa financeiramente. No entanto os custos também podem se igualar quando levamos em consideração que a grande maioria dos hobbystas, com aquários superpopulosos, precisam corrigir a água quimicamente muito mais vezes adquirindo grande quantidades de corretivos ao invés de tentar resolver o problema como reduzir a população e não superalimentar os animais.

Em fim, aquários maiores trazem uma maior margem de erro permitindo abusos de seus donos e pequenas negligencias de manutenção, podem alocar maior quantidade de animais e são infinitamente mais vistosos levando em consideração o aspecto decorativo, um fato concreto é sempre o preço mais caro. Portanto, aquários grandes são é só uma questão de “status” mas também de maiores chances de sucesso, porém levando em consideração a qualidade de vidas dos animais, um grande aquário com equipamentos inadequados não é melhor que um pequeno aquário com equipamentos corretos.

Autor: 
André Neto

Um pouco da História da Aquariologia

Um dos primeiros homens a estudar científicamente os peixes foi o sábio grego Aristóteles que descreveu inúmeras espécies de peixes em seus trabalhos. Este foi o início da Ictiologia que é o estudo dos peixes. Nos tempos antigos, os gregos e romanos já criavam peixes ornamentais em banheiras especiais. Foram encontrados tanques especiais para armazenar peixes em ruínas Maias e Astecas.

Sabe-se que a origem de manter peixes em tanques pode ter sido originada na China, quando em tempos de dilúvios , peixes eram represados em tanques. Dados demonstram que a partir dessa pratica, o povo Chinês começou a reproduzir Carpas (Ciprynus carpio) em 2000 AC.

Segundo alguns estudiosos do assunto, o pai da aquariofilia é Chang Chi en Tsê , chinês, que em 1596 escreveu "Manual Prático" sobre espécie dos peixes denominados popularmente peixes japoneses, ao qual deu o nome de " Livro dos Peixes" ou "Chu Sha Jou", em idioma chinês.

Willian Thorton Innes foi o maior aquariologo que o mundo conheceu,o mestre dos mestres, o homem que dedicou sua vida ao serviço da aquariologia. Innes foi o pioneiro dos estudos sobre peixes ornamentais. Suas obras percorreram os quatro cantos do mundo. O grande aquariologo nasceu na cidade de Filadélfia , estado de Nova Jersey, no ano de 1874. Dedicou-se, também à arte da fotografia tendo como resultado excelentes fotos em preto e branco e em cores, sobre peixes, aquários , plantas aquáticas e tudo o mais pertinente ao "hobby".

Em 1908, o grande mestre publicou seu primeiro livro sobre peixes ornamentais e aquários. Em seguida, apresentou a primeira revista americana especializada sobre o assunto, "The Aquarium", no ano de 1914. Prosseguindo seu estudos, Innes lançou, em 1917 o livro intitulado " Goldfish Varieties and Tropical Aquarium Fishes " . Suas publicações, embora de cunho científico, forma escritas de maneira simples e objetiva ensejando, dessa maneira , o aprendizado de toda uma gama de ciências naturais por parte de milhares de leitores.

Entre numerosas obras de Innes, uma tornou-se a bíblia do aquarismo - "Exotic Aquarium Fishes", a monumental obra da bibliografia aquarística, peça obrigatória em todas as bibliotecas especializadas do mundo.

Quem tem a aquariofilia por passatempo, cedo descobre que há uma sucessão desorientadora de nomes vulgares para os seus peixes. Muitas vezes uma espécie parece possuir vários nomes diferentes, ou, por vezes, o mesmo nome é usado para diferentes espécies em diferentes países. O nome mundial, definitivo, de um peixes é o seu nome latino, que se escreve em itálico, geralmente. O nome latino é o mais fidedigno a ser usado se pretende fazer uma identificação. E alguns peixes nem sequer possuem nomes vulgares.

No século XVIII, o naturalista sueco, Carl von Linné, também conhecido por Karl Linnaeus, inventou um esquema para classificar plantas e animais que lançou os fundamentos do atual. Linnaeus estabeleceu o sistema pelo qual um só espécime (holótipo) guardado num dos museus nacionais do mundo é reconhecido como o padrão para toda a espécie. Fixou a forma dos nomes latinos que hoje se utiliza, embora o esquema originário tenha sido modificado em pequenos pormenores, com os anos.

Atualmente uma comissão internacional reúne-se para estabelecer as regras da classificação. Estão estabelecidos vários níveis de classificação, de forma a que as espécies possam ser inseridas num grupo, assim como agrupadas com outras num outro filo, etc. No século XVI, alguns estudiosos publicaram livros sobre os peixes, porém, o primeiro livro publicado sobre o assunto foi de um chinês é o livro chamava-se "Livro dos Peixes Vermelhos". Este livro data de 1596 e descrevia pela primeira vez como deveriam ser alimentados os peixes e protegidos contra o frio para que pudessem sobreviver. Por isso, este chinês é considerado o primeiro aquarista da história. Em 1758, ocorreu uma revolução nas Ciências Naturais com a criação por Linneu do seu sistema de classificação da espécies. No século XIX, é que realmente a aquariofilia se desenvolveu, principalmente na Inglaterra.

Estudiosos como Johnston, Warrington, Brande e Ward descobriram alguns dos principais conceitos sobre a conservação de peixes em tanques e aquários. Destes estudos surgiu o conceito de "aquário compensado". Foi também na Inglaterra que foi construído o primeiro aquário público em 1853. No Brasil, o pioneiro foi Sigeiti Takase, nascido no Japão em 1901, que introduziu mais de 50 espécies de peixes ornamentais no Brasil oriundos da Ásia.

Durante os anos 80, o aquário balanceado foi considerado o único método de manter peixes. O Aquário Balanceado consistia em um tanque com água onde as plantas e o oxigênio atmosférico supriam as necessidades dos animais, e a maioria dos produtos formadores de matéria orgânica eram consumidos por microorganismos e plantas.

Nos anos 90, aeração e filtros mecânicos eram o supra-sumo da modernidade. Entretanto em 1950 o Filtro Biológico de Fundo foi inventado para o bem da aquariofilia mas as pessoas não entendiam como aquilo realmente funcionava, ficou um clima de mistério que foi logo desvendado com a ciência e deu um grande avanço para a indústria de aquários.

Em 1974 o sucesso comercial estava voltado para a criação e reprodução de peixes ornamentais marinhos que começou a ocorrer em 1975 por Martin Moe e Chris Turk do Aqualife Research e Frank Hoff e Tom Frakes do Instant Ocean Hatcheries onde criaram três espécies de peixes palhaços, Ocellaris (Amphiprion ocellaris, ), o Tomate ( A.frenatus ) e o Clarki ( A.clarkii. ).

Autor: 
André Neto

Danos que ocorrem na captura e transporte de peixes.

Coletar peixes do aquário e da natureza sempre irá envolver em algum exercício para o animal relacionado com seus músculos de natação. Um peixe coletado por uma rede de arrasto, rede de espera ou mesmo um anzol fica extremamente exausto em níveis considerados até finalmente ser colocado em um aquário. O debater dos peixes na própria rede ou mesmo nas paredes dos tanques pode deixar sérias lesões na pele e barbatanas. Em experimentos já foram observadas lesões causadas por redes na pele, lesões musculares e até rompimento ou danos em órgãos internos.

Exaustão Física e Ácido láctico
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Muitos não fazem idéia em quanto tempo o peixe pode ficar exausto e quanto leva para se recuperar. A maioria dos peixes tem uma substância proporcional ao seu corpo e peso como os músculos brancos anaeróbios. Quando este músculo é utilizado, uma substância de glicogênio é armazenada no músculo e rapidamente se converte em ácido láctico, o qual, sem oxigênio, libera energia para uma situação de perigo. Metade do glicogênio armazenado no músculo se transforma em ácido láctico em 2 mim com uma ativa natação evasiva. Uma vez em que o glicogênio estocado no músculo anaeróbio é convertido em ácido láctico, o peixe deve esforçar-se em encontrar um refúgio por mais de 24 h enquanto o glicogênio estocado é recolocado. Estes músculos brancos anaeróbios são normalmente utilizados para reações de escapadas e outros tipos de explosão muscular. Em prática, o peixe exausto é facilmente pego e transportado.

A maioria dos peixes tem 3% de seu peso corpóreo constituído de vasos de circulação sangüínea enquanto 30% consiste de músculos brancos. Se todo o ácido láctico for transferido dos músculos durante a natação ativa para a corrente sangüínea, níveis muito altos de ácidos lácticos iram se desenvolver. Em geral, peixes não possuem a capacidade de utilização de grandes reservas de ácidos para a utilização em outras reações aeróbicas, só os mamíferos podem realizar tal ação. Existem algumas reações para o benefício do peixe afetado; uma grande parte de lactato pode ser usada para refazer o glicogênio sem deixar as células do próprio músculo. A adrenalina descarregada na corrente sangüínea causa capilaridade no músculo branco fazendo com que o mesmo aumente de tamanho, ainda que o lactato é ativado pelas células do músculo. No entanto, qualquer enfraquecimento do metabolismo ativo das células do músculo, possivelmente irá causar uma reação de estresse durante a captura, fazendo com que o lactato passe para o sangue acelerando o risco de morte. Foram descritos casos em que uma grande produção desses ácidos teve efeitos letais pela mesma razão.

Isto pode parecer razoável que o uso do músculo anaeróbio pode causar sua própria morte. É importante notar que, quando um peixe esta em repouso e repentinamente usa movimentos bruscos, ele irá usar o estoque de glicogênio do músculo deixando uma lagoa de lactato no músculo. Este acumulo de lactato gera uma grande demanda de oxigênio e constitui em perigo se houver um enfraquecimento do metabolismo em geral.

De modo geral e simplificado, um peixe pode desenvolver uma “câimbra” nos músculos devido ao ácido láctico produzido, após esta câimbra estes ácidos podem ir para a corrente sangüínea do peixe fazendo com que o pH abaixe (acidose) e leve o peixe à morte. Já foram observados casos de peixes recém chegos ao aquário em que os mesmos entram em choque por algum estimulo e passam a se movimentar sem parar. Após alguns instantes este peixe geralmente vai ao fundo do aquário e fica em uma posição na qual suas nadadeiras ficam totalmente abertas sendo alguns peixes com corpo levemente retorcido. Este é um caso de “câimbra” que pode desenvolver uma acidose sanguínea.

Um tratamento desenvolvido na ATOL – Water Life sugere que o peixe neste estado seja transferido para um recipiente com pouca luminosidade, volume conhecido e com oxigenação. Após este procedimento sugere-se a adição de Bicarbonato de sódio em uma proporção de uma colher de chá para cada 5 litros de água por um período de 20 minutos. Retorne o peixe para o aquário com o máximo de cautela evitando qualquer tipo de distúrbio como luz direta.

Bibliografia consultada:

A. D. Hawkins – AQUARIUM SYSTEMS. 1981. Academic Press.

Autor: 
André Neto

Inserindo um novo peixe ao Aquário.

Um dos piores momentos para um peixe recém adquirido é o momento em que este irá entrar em um novo ambiente totalmente desconhecido. Para isto devemos ter o máximo de cautela e paciência para que o peixe seja introduzido ao aquário com o mínimo de estresse.

Há muitos anos atrás até os dias de hoje, algumas pessoas ainda utilizam o método popularmente conhecido cujo o qual consiste em deixar o peixe dentro da embalagem flutuando no aquário para que a temperatura fique igual a do aquário. Porém, o maior estresse não se refere a temperatura nesse caso, e sim alguns danos fisiológicos para o peixe.
Os peixes, por serem animais de sangue “frio”, (alguns podem produzir calor) podem se adaptar a certas variações de temperatura, sendo assim a temperatura não é o agente mais importante para um peixe e sim alguns fatores físicos - químicos como pH, oxigênio e outros.

Ao colocar a embalagem flutuando, alguns tendem a prender a boca do saco aberta na abertura da tampa para que o saco não afunde, em relação a isto devemos perceber que as trocas gasosas, principalmente a oxigenação, foram obstruídas, e assim o peixe fica sem uma oxigenação ideal em média por 10 minutos. Para piorar esta situação, o peixe que esta preso na embalagem ao olhar o novo ambiente, entra em estado de agitação aumentando seu metabolismo requerendo mais oxigênio. Com certeza esta não é a melhor maneira de adaptar um peixe ao aquário.

O melhor modo para adaptar um peixe a um novo aquário é realizar pequenas trocas de água entre o aquário e a água da embalagem. Para realizar esta tarefa, é necessário passar o peixe com a água de embalagem para algum recipiente aberto e escuro. Após colocar o peixe no recipiente devemos retirar 1/3 da água e jogar fora. Feito isso é necessário pegar o mesmo volume de água do aquário e colocar no recipiente. Aguarde por 5 minutos e repita a operação até que a água do recipiente se torne igual a água do aquário. Por fim coloque o peixe vagarosamente no aquário que deverá permanecer com as luzes apagadas por ao menos 3 a 4 horas.

Autor: 
André Neto

Luz Ultra Violeta – Tratamento de Água

Podemos chamar de tratamento primário dos efluentes ou de águas de abastecimento a separação grosseira da água dos outros materiais; o tratamento secundário ou biológico diz respeito à redução de BDO (demanda biológica de oxigênio) cujos tratamentos podem ser Aeróbicos ou Anaeróbicos, seguidos pela decantação e filtração. O Tratamento Terciário faz a esterilização final da água.
Com o aumento da exposição da água a esgotos domésticos e efluentes contaminados, coloca-se em perigo não só a saúde da população em risco mais também nossos aquários em geral pela possibilidade de contato ou ingestão de água com organismos infecciosos como bactérias, vírus, protozoários e helmintos para os seres humanos e os seres que habitam nossos aquários.

A probabilidade de agentes patogênicos, algas e compostos químicos (em especial os compostos orgânicos) indesejáveis é enorme e isso pode prejudicar seriamente o sistema aquático.
Existem vários processos de eliminação dos microorganismos e compostos químicos. É o que vamos relacionar a seguir:

Processos de eliminação de microorganismos na água.

Para termos uma boa eficiência na inativação/destruição dos organismos e compostos químicos precisamos utilizar sistemas de prevenção para o tratamento da água. Primeiramente deve ser precedido um tratamento de redução de DBO - Demanda Biológica de Oxigênio e redução de sólidos; estes já feito pelas companhias de redes de abastecimento. Quando a água chega em sua casa ela precisa ser retratada para depois ser utilizada para o consumo ou para utilizarmos em nossos aquários.
Utilizamos vários sistemas eficientes para a eliminação dos chamados “indesejáveis” em aquários. Segue então os processos mais utilizados:

Sistemas de eliminação mais conhecidos e usados atualmente:

Cloro (Cl2), Ozônio (O3), Irradiação por Raios Ultra Violeta (UV), o Iodo (I2), Permanganato de Potássio (KmnO4), a Prata (na forma de nitrato de prata AgNO3), Agentes organoclorados e Peróxido de Hidrogênio (H2O2).

Dentre estes os mais conhecidos no meio aquarista é o ozônio e a lâmpada de emissão de raios UV.

Escolha de um processo dos citados acima depende:

• habilidade de controlar e destruir os diferentes agentes infecciosos sob condições normais de operação;

• características que possam ameaçar pessoas e ambiente durante a aplicação e depois;

• segurança de manuseio, estocagem e transporte; e,

• custo.

Comentários:

- O cloro é o sistema mais antigo e ainda o mais usado; sua ação se dá por oxidação celular dos microorganismos e pode ser aplicado na forma de gás, soluções de hipoclorito, dióxido de cloro e outras esta opção não é usada em aquários marinhos e pouco utilizada em aquários de água doce. O cloro, apesar de ser o mais comum agente desinfetante, descobriu-se recentemente, reage com a matéria orgânica decomposta existente na água, para formar os Trihalometanos (THMs), produtos carcinogênicos, em cuja molécula os três átomos de hidrogênio podem ser substituídos por halogênios (cloro, flúor, bromo ou iodo). Entre os THM's, citam-se o Clorofórmio (CHCl3), o mais comum, o Dibromo clorometano (CHBr2Cl), o Bromodiclorometano (CHBr2Cl2) e o Bromofórmio (CHBr3). Informações toxicológicas referem-se sempre ao Clorofórmio, permitindo um valor máximo de 100 mg/L.

- O ozônio, outro forte oxidante aplicado na forma de gás (ozonizadores), se forma "in situ" por descarga elétrica através de ar seco ou oxigênio puro, muito utilizado em tratamento de aquários marinhos. O ozônio, menos usado, é relativamente perigoso de usar, corrosivo, tem que ser produzido" ïn loco" e é considerado caro. Por outro lado, credita-se produz o que se chama de O3 perigoso, também cancerígeno.

-A radiação Ultravioleta ( UV) é gerada também "in loco" por descarga elétrica através de lâmpadas de vapor de mercúrio. Esta radiação natural, parte do espectro não visível dos raios do sol em torno de 220 nm (comprimento de onda), penetra no corpo dos microorganismos, altera seu código genético e impossibilita a reprodução. Há hoje cerca de 60 000 equipamentos de UV instalados, tratando água no mundo, o primeiro foi instalado em 1901 na Cidade de Marselha - França, mas seu uso só se incrementou a partir de 1955, quando se descobriram os Trihalometanos. Aparelhos domésticos de UV na Europa e EUA se tornaram populares.

Algumas vantagens e desvantagens do sistema UV são apresentados:

1 - UV é eficiente para inativar bactérias, vírus, esporos, cistos e algas de diversos tipos;
2 - Dosagens de 20-30 mW.s/cm2 são suficientes para controle de vírus; 30-40 mW.s/cm2 para controle de bactérias (coliformes fecais por ex.) e 40-60 mW.s/cm2 para controle de protozoários e algas.

3 - UV é um processo físico que não utiliza e nem adiciona produtos químicos ao meio;

4 - Não precisa transportar, armazenar, manusear produtos tóxicos ou corrosivos;

5 - Não há resíduos que possam prejudicar o meio ambiente aquático;

6 - Não altera o pH ou qualquer propriedade físico-química da água;

7 - É de fácil operação para o usuário desde que faça corretamente a manutenção necessária;

8 - Pode ser usado para controle de doenças e algas indesejáveis em aqüicultura sem problema algum para os peixes, etc..

9 - Precisa de menor tempo de contato com a água para controlar os patógenos.

• - preserva o gosto da água;

• - preserva os sais minerais próprios da água.

• - os organismos não criam resistência;

• - ação rápida: ou seja, um menor tempo de exposição em relação ao cloro e ozônio;

Desvantagens:

1 - Requer manutenção da limpeza das lâmpadas;

2 - Turbidez e sólidos totais em suspensão acima de 30 mg/l, ferro e ácidos húmicos na água podem prejudicar o tratamento;

3 - Não há medição por residual para indicar a eficiência, mas apenas o controle por sobrevivência dos microorganismos.

Processo UV

O comprimento de onda ideal de radiação para inativação do DNA/RNA (material genético) dos microorganismos em geral, situa-se entre 250 - 270 nm, o mercúrio da lâmpada produz principalmente 254 nm; a água circula pelo reator ou vaso de esterilização que, em contato com a luz, destrói os microorganismos.
Outro processo investigado recentemente por pesquisadores é que a luz UV pode degradar compostos orgânicos presentes na água tais como os fenóis que estão presentes na água quando se faz podas nas algas tanto marinhas como em água doce. A reação de degradação do composto orgânico fenol é apresentada abaixo:
C6H6O (fenol) ======> CO2 + H2O

No final da reação, o produto formado será gás carbônico e água.

A intensidade de luz e a quantidade ou tempo de exposição, que atinge efetivamente os microorganismos é afetada pela turbidez da água, pela temperatura e pelos depósitos de materiais que se acumulam sobre a lâmpada. É importante uma limpeza periódica, a cada 4 meses, seria o recomendado.
De forma geral a Amônia, os Nitratos e Nitritos além da DBO, não afetam a radiação; a dureza da água pode levar à precipitação de sais sobre a lâmpada; o Ferro e ácidos húmicos absorvem a radiação havendo necessidade de controle, o pH afeta a solubilidade dos metais e carbonatos e os sólidos em suspensão podendo proteger os organismos da radiação, reduzindo a eficiência do tratamento.

Gostaria de agradecer aos alunos da Biologia e da Química da Universidade Mackenzie e aos Professores pelas dicas de literatura.

Autor: 
Rinaldo Soares ...

Qualidade da água e sistemas de purificação de água em aquários.

Muito se fala em qualidade de água em nossos aquários mas, qual é a importância de se ter esta qualidade? Quais são as reais vantagens e necessidades de se ter ótima qualidade da água? Quais são os equipamentos que precisamos utilizar para não só introduzir água de qualidade mas também, manter a água do aquário em excelentes condições?

É o que pretendemos mostrar com o máximo de clareza para todos os nossos amigos não terem mais duvidas.

O aquarismo brasileiro sofreu uma grande transformação no que se refere à qualidade de equipamentos de sistema de purificação de água em nossos aquários, com a globalização do mercado, temos acesso a equipamentos mais sofisticados aos que tínhamos anteriormente. Sistemas de filtragem de água mais elaborados têm sido utilizados para purificar água o que nos proporcionou uma melhora significativa.

A qualidade da água, seja ela doce ou salgada é fundamental para o bem estar da fauna e flora aquática.

A água dos oceanos, mares, lagos rios, contém inúmeros elementos químicos inorgânicos e orgânicos aos quais chamamos de sais minerais e nutrientes que são equilibrados em proporções exatas para o equilíbrio destes ecossistemas. Em nossos aquários, o máximo que nós podemos fazer é dar as condições mínimas para chegarmos a este equilíbrio. Definitivamente é quase impossível reproduzirmos os mesmos parâmetros da natureza em sistemas fechados (aquários, lagos artificiais, ..., etc), mas é fato que podemos alcançar limites mínimos para mantermos um aquário saudável.
Cada vez mais a tecnologia nos proporciona maior estabilidade da água e, assim podemos ter em nossas casas, o homem hoje consegue retirar, ou melhor, separar todos estes compostos químicos fazendo com que a água fique totalmente ou melhor dizendo, quase pura.

Damos o nome para estes os equipamentos que realizam esta tarefa de sistemas de purificação de água.
A qualidade da água doce é fundamental para a boa manutenção da vida aquática, para aquários de água doce, na categoria plantados, quanto mais pura a água de reposição, menor será a possibilidade de crescimento de algas filamentosas. A água sem sais minerais, não contém nutrientes que são os vilões do aquarista. São eles (nutrientes), que promovem o crescimento destas algas que no ponto de vista, é um sinal de que as coisas não andam bem no sistema aquático.

A utilização de medidores de condutividade elétrica para determinar a qualidade da água é o método mais eficaz para sabermos se ela está própria para a utilização no aquário. O valor ideal de condutividade elétrica para a água doce é de 1 à 18 M.cm-1 ou 1 à 0,05 S.cm-1 (micro Siemens por centímetro). É claro que quanto menor a leitura em S.cm-1 mais pura a água.
Existem também outros métodos analíticos para determinarmos se a água está totalmente pura. A cromatografia de cátions e ânions pode mostrar precisamente se o sistema de purificação está eficiente.
Devemos frisar que estes equipamentos são muitíssimo caros e inviáveis na sua aquisição.
Em aquários marinhos, a qualidade da água doce para a preparação de água salgada com sal sintético ou simplesmente para a reposição de água evaporada deve ser a mais pura possível. Atualmente existem dois sistemas aos quais a maioria dos aquaristas já conhecem, o desionizador e o sistema de osmose reversa.

Desmineralizador de água ou Desionizador de Água (erroneamente chamado Deionizador de Água), remove sais dissolvidos em forma de íons presentes na água bruta, mediante a passagem da mesma através de colunas que contém resinas de troca iônica. Existem três tipos de resinas, catiônica que retira cátions; aniônica que retira ânions; mista, uma mistura proporcional das duas resinas descritas anteriormente. Existem também resinas selecionadoras onde o objetivo é a troca de íons selecionados pela resina.

Osmose reversa é um equipamento mais sofisticado ao qual impede a passagem dos elementos químicos orgânicos e inorgânicos da água. O fundamento da Osmose Reversa se dá através da aplicação de pressão no fluxo de água superior à Pressão Osmótica do lado da solução mais concentrada (neste caso a água bruta), em relação a uma membrana semipermeável microporosa, quando a água bruta passa pela membrana, a maior parte dos sais minerais e nutrientes ficam retidos na membrana e a água que passa pela membrana sai pura.

A eficiência deste equipamento é muito alta, podendo retirar de 99,5 a 99,9 % das impurezas. As membranas deixam passar apenas as moléculas de água pura como explicado acima, já as impurezas são ficam retidas nas membranas.
Podemos também mesclar a osmose reversa e o desionizador em conjunto podendo melhorar consideravelmente a qualidade da água além de acoplar conjuntos de pré – filtros de polipropilêno para a retirada de material particulado, carvão ativado e filtro de UV para a eliminação de matéria orgânica, agentes patogênicos e bactérias. Todos estes dispositivos podem aumentar consideravelmente a vida útil do sistema inteiro.

Por fim, o sistema ideal para termos uma água de excelente qualidade é descrito abaixo. Sabemos que para termos este sistema, realmente teremos que dispor de recursos pois o custo destes equipamentos são relativamente altos, mas a razão custo benefício compensa no final das contas.
Sistema de pré-filtro (pré-filtro de celulose + sistema UV + filtro de carvão ativado), filtro de osmose reversa e sistema de desionizção (cartucho com resina catiônica, cartucho com resina aniônica ou então um cartucho com resina mista).
A eficiência desta configuração cujos testes foram realizados no laboratório em que trabalho mostra uma eficiência de 99,95% de água pura. Isso representa uma concentração de íons media na faixa de ppb (partes por bilhão) ou seja, ng/L.

Segue abaixo as vantagens e desvantagens do sistema deionizador e osmose reversa.

DEIONIZAÇÃO:
Modo de Ação - Trocadores de íons; removem íons dissolvidos, produzindo cátions H+ e ânions OH-.
Efetividade com o passar do tempo - É mais efetivo quando o cartucho é novo ou regenerado.
Partículas retidas - Apenas iônicas.
Bactérias – Não
Pirogênicas – Não.
Necessidades - Trocados os cartuchos quando saturados.

Custos:
• Energia – Não.
• Água - Baixo consumo.
• Cartucho - Alto consumo.
• Módulos - Baixo consumo.
• Economia - Maior que água destilada.

OSMOSE REVERSA:

Modo de Ação - Membrana semi - permeável que retém substâncias e sais dissolvidos.
Efetividade com o passar do tempo - Não varia, efetividade permanece constante.
Partículas retidas - 99% de retenção
Bactérias - 99% de retenção
Pirogênicas - 99% de retenção
Necessidades - Membranas têm durabilidade de aproximadamente 5 anos

Custos:
• Energia - Baixo consumo em casos que é necessário a utilização de bomba pressurizadora;
• Água - Baixo consumo;
• Cartucho - Baixo consumo;
• Módulos - Baixo consumo;
• *Economia - 10 vezes maior que água destilada.

* Deve-se fazer um plano para não haver desperdiço da água residual que sai do RO. Isso ocorre tanto no sistema RO como no sistema de água destilada.

Autor: 
Rinaldo Soares ...

Densidade

Para muitos de nós aquaristas a densidade tem muita significância em termos de parâmetros principais para mantermos nossos aquários. Mas o que significa o termo “densidade”?

Neste breve artigo comentarei essas dúvidas e mostrarei instrumentos para medição de densidade.

Sabe-se que a água do mar contém inúmeros elementos dissolvidos, que somados resultam em massa equivalente a 35 g de elementos em 1000 g. de água. Pode-se então definir que a água do mar tem 35 ‰ de elementos químicos.

Estes elementos químicos na sua maioria são conhecidos como íons (cátions e ânions), que na sua maioria são sais minerais. Sua somatória é mais conhecida como salinidade. Não devemos confundir salinidade com densidade, pois são termos muito diferentes,porém podemos dizer que um termo está diretamente relacionado ao outro.

Dentre os sais minerais presentes na água do mar temos sódio, magnésio, cálcio, cloro, sulfato e carbonato. Esses são alguns dos elementos de maiores concentrações.

Densidade é o termo definido como peso específico ou gravidade específica. A densidade é a relação das densidades dos íons presentes na água, ou seja, todas as substâncias químicas presentes na água - sejam elas sólidas ou gasosas dissolvidas em um meio líquido.

Podemos quantificar a densidade através de uma equação simples:
d = m / v ; onde
d = densidade (g/L)
m = massa (g)
v = volume (L)

Somando-se a densidade de todos os elementos químicos presentes na água, podemos saber sua densidade específica, seja ela doce ou salgada.

A densidade da água doce tem um valor de 1,000 g/L. Já a água do mar, tem densidade que varia de 1,017 a 1,030 g/L, dependendo da posição geográfica.

Isso se deve a vários fatores como as chuvas e regiões vulcânicas, dentre outros.

A densidade é um termo dependente da temperatura. Geralmente a densidade é medida à temperatura de 25 °C.

Existe uma infinidade de equipamentos e métodos para se determinar a densidade da água de nossos aquários. Serão apresentados alguns dos métodos mais conhecidos por nós e como funciona cada um.

- Hidrômetros - Acredito que são os mais conhecidos por nós. Geralmente são encontrados nas lojas e apresentam as seguintes características: São invólucros de vidro (parecido com termômetros flutuantes) que, no fundo, contém pequenas esferas de chumbo que faz contrapeso a um líquido referência. Na parte de cima do hidrômetro (pescoço) é adicionada a escala, que varia conforme a calibração estabelecida.

Também existem hidrômetros plásticos que são os mais comuns para nós, mas, o grande diferencial, é o indicador - que é uma alavanca que marca a densidade do líquido sendo nesse tipo de densímetro a escala bem mais visível. O ponto negativo deste dispositivo é que nem sempre sua calibração corresponde ao valor real.

- Refratômetro – Consiste num aparelho que capta um raio de luz que incide na amostra de água ser analisada; um sensor eletrônico embutido no equipamento mede o índice de refração da amostra. O índice de refração é característico para cada substância. Para um líquido, a quantidade de sólidos dissolvidos altera o índice de refração. Conforme a leitura do refratômetro, o aparelho converte o índice de refração para a sua salinidade específica e, conseqüentemente, sua densidade (lida através de uma tabela).
Esse equipamento tem um grande diferencial, que é a compensação automática de temperatura e tem ótima precisão e estabilidade.

- Condutivímetro – A condutividade elétrica ao meu ver é um forte aliado para termos precisão da densidade de um líquido. Através da aplicação de uma diferença de potencial (DDP) entre dois eletrodos inertes, o equipamento pode medir íons (cátions e ânions) presentes na água a ser analisada, geralmente à temperatura de 25 °C. Esse equipamento fornece leituras em micro siemens por centímetro e, através de uma tabela, podemos relacionar a condutividade à salinidade e, por conseqüência, a densidade da amostra com ótima precisão.

Dos dispositivos descritos acima, os dois últimos são os mais indicados para quem gosta de precisão e exatidão. O fator negativo é o alto custo desses equipamentos e sua manutenção, especialmente no caso dos condutivímetros.

Rinaldo S. Fontenele
Professor e Pesquisador em Química

Autor: 
Rinaldo Soares ...

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