Aspectos Morfológicos do Trato Digestório do Cavalo Marinho Hippocampus reidi (GINSBURG, 1933)
Enviado por André Neto, sex, 08/08/2008 - 22:45
Autor(es):
André R. Rodrigues Neto 1,2; Luiz Gustavo Aleagi Nunes 1,2
Instituição:
1 - NUPEC - Núcleo de Pesquisa e Estudo em Chondrichtyes.
2 - PROCAMAR - Projeto Cavalo Marinho.
Referência completa:
Neto, R. Rodrigues André; Nunes,Luiz Gustavo A. 2000. Monografia de Conclusão de Curso. Biblioteca da Universidade Santa Cecília.
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Resumo:
O primeiro estágio deste trabalho visou a determinação da espécie do gênero Hippocampus a ser estudada. A espécie mais abundante da costa brasileira, Hippocampus reidi GINSBURG (1933), foi identificada de acordo com GINSBURG (1937), LOURIE, VINCENT & HALL (1999), e FIQUEIREDO & MENEZES (1980). Os exemplares foram adquiridos como subproduto das atividades pesqueiras realizadas com arrasto de fundo por traineiras no Município de Guarapari (ES), e também por intermédio das lojas varejistas especializadas em aquariofilia marinha. Os peixes provenientes do arrasto chegaram mortos e congelados, sendo fixados em solução aquosa de fomaldeído tamponado a 10%. Aqueles adquiridos em lojas foram mantidos em biotérios aquáticos marinhos do NUPEC e destinados aos exames anátomo-histológicos. A eutanásia foi obtida por imersão em Benzocaína a 50 ppm preparados conforme GREEN (1979). As incisões para acessar as vísceras foram obtidas pela abertura da parede corpórea lateral, utilizando-se disco diamantado de 30 mm acoplado em mandril, e fixado em motor de baixa rotação. Após a visualização das vísceras in situ, pode-se coletar o tubo digestório da faringe até a porção terminal do intestino. Os resultados preliminares indicam que se trata de espécie sem estômago, pois as glândulas gástricas não foram diagnosticadas. Sendo assim, a divisão do tubo ficou orientada conforme BANKI (1937) e DULZETTO (1967), que postulam no caso de espécies agástricas, que o limite entre os intestinos anterior e médio deve ser a desembocadura do ducto colédoco. As características teciduais neste ponto denotam que o intestino (mamífero-equivalente) se sucede ao esôfago, dando início ao intestino médio. O perfil histológico volta novamente a se alterar na transição para o intestino terminal, que apresenta características de intestino grosso (mamífero-equivalente). A única glândula anexa estudada foi o fígado, que mostra-se sem distinções dos demais peixes, a não ser pelo provável acúmulo perivascular de substância vitelínica.
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