Inserindo um novo peixe ao Aquário.

Um dos piores momentos para um peixe recém adquirido é o momento em que este irá entrar em um novo ambiente totalmente desconhecido. Para isto devemos ter o máximo de cautela e paciência para que o peixe seja introduzido ao aquário com o mínimo de estresse.

Há muitos anos atrás até os dias de hoje, algumas pessoas ainda utilizam o método popularmente conhecido cujo o qual consiste em deixar o peixe dentro da embalagem flutuando no aquário para que a temperatura fique igual a do aquário. Porém, o maior estresse não se refere a temperatura nesse caso, e sim alguns danos fisiológicos para o peixe.
Os peixes, por serem animais de sangue “frio”, (alguns podem produzir calor) podem se adaptar a certas variações de temperatura, sendo assim a temperatura não é o agente mais importante para um peixe e sim alguns fatores físicos - químicos como pH, oxigênio e outros.

Ao colocar a embalagem flutuando, alguns tendem a prender a boca do saco aberta na abertura da tampa para que o saco não afunde, em relação a isto devemos perceber que as trocas gasosas, principalmente a oxigenação, foram obstruídas, e assim o peixe fica sem uma oxigenação ideal em média por 10 minutos. Para piorar esta situação, o peixe que esta preso na embalagem ao olhar o novo ambiente, entra em estado de agitação aumentando seu metabolismo requerendo mais oxigênio. Com certeza esta não é a melhor maneira de adaptar um peixe ao aquário.

O melhor modo para adaptar um peixe a um novo aquário é realizar pequenas trocas de água entre o aquário e a água da embalagem. Para realizar esta tarefa, é necessário passar o peixe com a água de embalagem para algum recipiente aberto e escuro. Após colocar o peixe no recipiente devemos retirar 1/3 da água e jogar fora. Feito isso é necessário pegar o mesmo volume de água do aquário e colocar no recipiente. Aguarde por 5 minutos e repita a operação até que a água do recipiente se torne igual a água do aquário. Por fim coloque o peixe vagarosamente no aquário que deverá permanecer com as luzes apagadas por ao menos 3 a 4 horas.

Autor: 
André Neto

Aclimatador

Para nós, aquatistas, a introdução de animais no aquário não é uma situação tão constante; assim, vale à pena fazermos um aparelho caseiro, comumente denominado por ACLIMATADOR.

Os mais exigentes, (aos quais eu me insiro e acredito ser o mais correto), podem fazer um recipiente de acordo com os tamanhos dos animais que constuma introduzir e usá-lo como aclimatador. Trata-se de um balde, (ou garrafa de plástico ou pote de plástico, etc.), com a parte superior aberta onde se adapta uma pequena mangueira com um desses registros de compressor de ar para aquário. Mais ou menos na metade do recipiente, adapta-se uma outra mangueirinha, a qual funcionará como um "ladrão" da água que será descartada. Esse descarte poderá ser feito em um outro balde, sendo que o Aclimatador deverá ficar sempre acima para que trabalhe por gravidade.

Introduza o animal recém comprado, (com a água que veio em seu transporte), no Aclimatador; ponha a ponta da mangueira de entrada de água no Aclimatador dentro do aquário em que o animal será inserido e succione a outra extremidade (onde estará o pequeno registro) para que a árua flua por gravidade para o Aclimatador. Regule no pequeno registro a vazão, observando que quanto maior for a diferença entre o PH da água de transporte e o PH da água em que o animal será inserido, menor deverá ser a vazão para que o animal seja aclimatado de maneira menos abrupta.

Após o aquarista perceber que a água do trasporte já foi totalmente substituída pela água do aquário no Aclimatador, (basta observar o recipiente de descarte da água e ver seu volume; o que vai levar, em média, entre 10 e 30 minutos, dependendo da vazão), o animal já poderá ser introduzido no aquário com mais segurança.

Dentro, ainda, das recomendações do André, é preciso sempre pesquisarmos se o animal que queremos introduzir em nosso aquário é compatível com o ambiente ali desenvolvido para os animais que já temos. Já vi muitos aquaristas introduzirem Lebistes em aquários com Discus; ora, o PH recomendado para Lebistes é entre 7.0 a 7.4 (básico); já pra os Discus é entre 6.4 a 6.8 (ácido); logo, certamente os Lebistes não estarão vivendo em condições ideais. Também já vi aquaristas introduzirem um Peixe Leão num aquários onde existem Neons Goby e Peixes Palhaço; ora, num determinado momento esses últimos servirão de alimento ao outro que, naturalmente, é um predador.

Assim, é preciso estarmos sempre atentos aos possíveis impactos que estaremos criando aos animais que passarão a fazer parte de nossas companhias.

Ricardo Bitencourt